Este blogue surge numa altura em que toda a gente bloga por cá. Bem bloga ou blogou, pois parece-me que está toda a gente a render-se ao Facebook. Bem mas convenhamos, são realidades diferentes.
Gosto muito de ler. E eu confesso, este exercício de ler e depois falar e escrever sobre os livros lidos já me acompanha há muitos anos. É desde o ano da graça de 1996. Contudo e até ao dia de hoje tenho guardado essas minhas impressões em cadernos, que depois são religiosamente guardados e consultados quando disso há necessidade.
Já li muitos livros que adorei e que são considerados ainda hoje como amigos que eu tive a sorte de conhecer. Também já li muitos livros que não gostei, mas continuei a lê-los até ao fim, não se fosse dar o milagre dos mesmos me começarem a agradar lá mais para a frente. Se calhar eu não tive à altura de os compreender, de os "ouvir". Por consequência estes últimos não me confessaram nada.
Cada vez estou mais convencida de que é o livro que nos escolhe e surge na nossa vida na melhor altura possível, o livro que nos agrada e que nos faz crescer mais um bocadinho. Mas, se li o livro até ao fim desde 1996, eu escrevi sobre ele e aí posso dizer com propriedade, se escrevi sobre ele, "confesso que o já li..."
É evidente que com este meu exercício, não são espectáveis grandes teorizações, nem grandes golpes de génio, eu ignorante me confesso. Geniais são mesmo os bons livros, através do engenho e da arte dos seus autores. Eu confesso, falarei desses meus amigos da mesma maneira de que falo das coisas que gosto da vida ou seja com paixão. Tenho a infinita sorte de viver rodeada de livros.
Com tudo o que aqui é exposto, resta confessar-me que este não é para mim o meio de alcançar qualquer celebridade, pois tenho a consciência de que não possuo essa distinção. Procurarei somente escrever sobre o que leio e se possível comunicar com toda aquele que goste de ler e que esteja a ler o mesmo que eu. Se não conseguir a atenção de ninguém, paciência... continuarei a entabular uma conversação comigo própria e nesse domínio eu tenho muita pratica. Que grandes conversas tenho tido comigo nesta minha fase de balzaquiana tardia...
Votos de boas leituras que as minhas vão continuar. É o que se espera apesar da crise.
Aqui começarei com: "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai.