terça-feira, 22 de novembro de 2011

"A História do Amor" de Nicole Krauss


Leo, o personagem principal deste livro, sobreviveu à Segunda Grande Guerra porque a sua mãe o amava. Aquando de uma perseguição nazi, a mãe disse-lhe para ele se ir esconder na floresta, prometendo-lhe depois que lá iria ter com ele, mas tal jamais viria a acontecer.
Quando muito novo, Leo amou Alma que era uma jovem e de naturalidade polaca como ele. Esta foi para os Estados Unidos, grávida. É indiscutível que Alma tenha amado Leo, mas é absolutamente inquestionavel que tenha amado ainda mais o filho de ambos. É na América que tem o filho, já fazendo parte de uma família norte-americana comerciante de tecidos, já que havia-se desposado com o filho destes.
Leo escreveu todo o amor que sentira por Alma num livro a que intitulou de "História do Amor". Ali falou refletidamente sobre a natureza do sentimento que havia sentido no passado, assim como dera o nome de Alma à protagonista do seu livro. E, sem que Leo tenha dado conta, o livro sobreviveu-lhe e teve a sua vida própria. Leo havia entregue o manuscrito a um seu amigo de infância que depois fugira para o Chile. É no Chile que o amigo publica aquele livro em nome próprio.
Quanto a Leo, também ele fora para os EUA. Lá apercebe-se que o grande amor de sua vida havia-se casado com outro, pelo que fica de coração destroçado. A partir dali Leo tem uma vida muito sofrida. Acompanhou e amou o seu filho à distância. Nunca lhe perdeu o rasto apesar de nunca falar com ele.
Com o passar do tempo, Isaac, o filho de Leo torna-se um escritor celebre e vai ter acesso ao livro "História do Amor", sem sequer desconfiar que o autor do mesmo é o seu próprio pai. Mas Isaac morre precocemente, vitimado por uma doença muito grave. Mais uma vez o Leo fica completamente destroçado.
Desta história faz ainda parte Alma uma jovem judia residente nos EUA. Na sua família, o amor fora prática constante. O seu pai havia morrido quando ainda era muito novo deixando à filha um parco conjunto de recordações. A mãe de Alma havia amado muito o seu marido, e havia-o amado tanto tanto, que passados tantos anos ela ainda vivia muito triste devido à saudade. Mas a vida daquele núcleo familiar muda, quando a mãe de Alma recebe uma encomenda de trabalho, que consistia na tradução do livro "História do Amor". A mãe de Alma já havia lido aquele livro. O mesmo havia-lhe sido ofertado pelo amor da sua vida quando ainda namoravam um com o outro. E ela gostara tanto daquele romance que havia dado o nome da protagonista à sua própria filha.
Alma preocupava-se muito com a mãe. Queria que ela deixasse de se sentir tão triste. Alma pretende assim arranjar um novo amor para a sua mãe, e aquele indíviduo que lhe havia encomendado o trabalho parecera-lhe perfeito para o caso. Mas quem fizera o pedido fora Isaac, o agora falecido filho de Leo. Lá mais para o fim do "nosso livro" o encontro entre a jovem Alma e o velho Leo acontece e na conversa, é dita muita coisa.
Neste romance ficou-me muito presente uma ideia: o amor é o elemento aglutinador de toda uma sociedade. O livro de Leo funcionava como que um tratado já que falava para além das suas características, também da forma como o sentimento havia surgido. Ou seja, fala no seu aparecimento na vida de uma pessoa, sem deixar de falar de como é que o amor surgiu pela primeira vez na vida da sociedade. Fala nos tempos em que o ser humano começou a comunicar com o seu semelhante e a tentar transmitir ao outro a natureza dos seus afectos. O amor sentido de Leo pela sua amada única é aqui reverenciado, é eterno. O amor que a mãe de Alma sentiu pelo falecido marido é de iguais proporções ao acima referido. O amor é então algo que liga inequivocamente tanta gente, mas que separa também ele outros tantos menos abonados. Existem todos aqueles a quem devido ao amor sentido e não correspondido da mesma maneira, constitui motivo suficiente para se sofrer toda uma vida. Perante um amor sentido e recusado ou perdido, muita gente recusa-se a procurar um ... novo amor. E para pessoas como Leo, o amor sentido no passado fora tão efectivo e magnifico que  é considerado absolutamente... insubstituível.

Com o credo na boca e fazendo uma cruz na testa atribuo a este livro a nota: 4

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"A Herança de Ezster" de Sándor Márai.



Ezster era uma solteirona de quarenta e tal anos. Vivia na casa da família acompanhada de uma anciã chamada Nunu. Nuno viera para a casa de Ezster para passar uns dias, mas acabara por ficar definitivamente. No momento da narrativa, Ezster estava muito doente e já se encontrava numa fase em que estava pacificada com os tormentos que vida lhe havia "ofertado". Mas toda essa paz muda a partir do momento em que Lajos surge mais uma vez na sua vida.
Este cavalheiro, fora só o grande amor da vida de Ezster. Esta amara-o incondicionalmente. Esse amor fora vivido há sensivelmente vinte anos atrás à data desta narrativa, contudo o Lajos havia-se casado com a própria irmã de Ezster que se chamava Vilma.
Lajos era uma verdadeiro canalha. Aparentemente ele era um homem encantador, (disfarce usado por grande parte dos canalhas). Este homem havia conseguido enganar toda a família de Ezster, ficando-lhe com a maioria dos seus bens. Contudo e como qualquer canalha que se preze, ele não sentiu, sente ou sentirá qualquer escrúpulo pelo sucedido. Casara com Vilma (a irmã de Ezster), com quem tivera filhos. Contudo Vilma já havia morrido. Do currículo de Lajos fazia naturalmente parte o facto de ser um mentiroso compulsivo: ele era tão convicto nessa sua característica imanente que nem dava conta de que estava a mentir. Para Lajos todos os meios justificavam os "seus" fins. 
Em certa altura, Lajos vendeu um anel valiosíssimo da família da mulher e mandara imediatamente fazer outro igual mas logicamente... falso. Depois e com a maior "cara de pau", oferece o anel (falso) à cunhada Ezster, dizendo-lhe que ela sim, é que é a verdadeira e legitima dona daquela "preciosidade".
Agora e passados vinte anos, Lajos aparece viúvo e com filhos já adultos. Ezster recebe-os e ouve da boca da sobrinha, o facto do pai ter enviado àquela três cartas. Tudo indicava que Lajos havia escrito essas cartas a Ezster antes de se ter casado com Vilma. Segundo a conversa da sobrinha, o pai havia pedido a Ezster para ficar com ele. Se ela o fizesse ele acabaria imediatamente o compromisso com Vilma. 
Mas Ezster desconhecera até aquela altura a existência de tais cartas, pois aparentemente fora Vilma quem as interceptara dentro de uma caixa de pau rosa. Essa caixa havia pertencido a Ezster, mas esta havia-a ofertado à irmã, pois a irmã havia-lhe suplicado até à exaustão a propriedade daquela singela caixa. Agora Ezster estava enferma e desgraçadamente não havia esquecido aquele amor funesto e doentio que só lhe trouxera maus momentos. Ela sabia que a vida era mesmo assim, pelo que agora ela não tinha nem tempo nem vontade de se revoltar com a sua sorte. Lajos consegue mais uma vez ver realizados os seus desejos. Consegue que Ezster assine um documento que lhe dará a casa que habita e o jardim (que eram justamente os únicos bens que detinha). Este ser vil e canalha, encarregar-se-ia (e como moeda de troca), tomar conta da Ezster e de Nunu até que as mesmas morressem. E repare-se no interessante pormenor: elas iriam para uma casa de repouso, pois segundo Lajos a casa dele não teria condições para as receber (não tinha o tamanho suficiente).
Este livro é muito interessante pois chama à atenção para uma série de factos: Será que um amor assim é uma inevitabilidade na vida de uma pessoa? Será que amar alguém que não tem qualquer noção moral implica viver na maior passividade, sem nunca haver lugar a revolta? 
A dada altura Lajos justificou a Ezster o seu amor. Ele havia-a amado, sabia-se destituído de qualquer tipo de escrupulos e achou que se casasse com Ezster compensava a coisa, já que o que lhe faltava a ele, sobrava-lhe a ela. Esta ideia surgiu na cabeça daquele indivíduo quase como uma compensação. Assim (segundo o parecer de Lajos) formariam um casal e uma realidade perfeitamente normal e passível de ser aceite por toda a comunidade. A santinha casa com o facínora e são os dois muito felizes!!! É o côncavo e o convexo. Esta ideia é muito estranha!!! E a meu ver impraticável. Corria-se o risco de haver troca de papeis com aquela convivência (lol).
Ezster contudo não era ingénua, sabe que ao assinar o documento que dará a Lajos a única propriedade de que é detentora está uma vez mais a ser roubada. Mas a sua vida está no fim, não faz qualquer sentido manter-se preocupada com os bens materiais. Ela é consciente de todos os defeitos de que Lajos é possuidor, contudo havia uma coisa que ela tinha a certeza: ela continuava a amá-lo. Contra essa situação Ezster nada podia fazer. Ezster faz um balanço da sua vida e tem a certeza de que foi muito infeliz e que nada viveu. Ela não viveu nem o seu amor, nem o seu desamor. Será legitimo não viver por se ter medo? É legitimo fugir do que a vida nos concede? De concreto nada sabemos sobre o que virá, mas será que fugir ao incerto trás venturas? E o que é o incerto? E ficar sempre agarrada à ideia de um homem malévolo é normal? Não será melhor avançar em outras direcções não temendo muito a incerteza? E não andar sempre a pensar de que vamos sofrer uma decepção? Não aprendemos todos muito mais com os insucessos que com os sucessos? Bem... eu andei a pensar neste livro por alguns dias e por isso acho que ele para mim cumpriu a sua função.

Atribuo a este livro a classificação de 3 em 5. Por favor não me levem a mal por este atrevimento.


BOAS LEITURAS!!!

sábado, 5 de novembro de 2011

"As Velas Ardem até ao Fim" - Sándor Márai.


O narrador desta história era um general que cedo descobriu que pertencia a uma classe social privilegiada. Com o tempo veio-se a aperceber que tal situação, necessariamente alheia à sua vontade, lhe facilitava muito a vida. Nini fora a sua ama, fora ela quem o amamentara quando bebé em virtude da mesma Nini ter sido mãe aos 17 anos. Mas o seu filho havia morrido ainda bebé. Já no colégio o narrador fez-se muito amigo de Konrad, que era um tímido rapaz oriundo de uma família socialmente bem menos favorecida. A mãe de Konrad era de ascendência polaca e ainda era prima do grande compositor polaco Chopin. Visto que Konrad é o seu grande amigo o narrador rapidamente o apresenta à família, esta recebe e receberia Konrad como se ele pertencesse efectivamente à família. Porém o pai do narrador ao conhecer o Konrad adverte o filho que o seu amigo é diferente.
Konrad revelar-se-ia um ser mais culto com muito mais capacidades artísticas que o "nosso narrador", contudo Konrad vai-se sentir sempre mais diminuído que o amigo, aceitando mal o facto de o mesmo ter mais capacidades económicas do que ele. Devido a esse facto ele jamais aceitará dinheiro ou qualquer presente do amigo. Konrad seria um rapaz muito reservado, ficando muito em casa. Quanto ao "nosso narrador" teria uma grande convivência social, saltando de festa em festa.
Mas as suas vidas mudariam definitivamente quando ambos têm trinta anos. Konrad havia apresentado ao amigo Krisztina que era uma rapariga bela porém de origens bem humildes. Esta vivia na guarda de um velho homem que copiava partituras musicais. Krisztina casaria com o narrador, mas não o fizera apaixonada por ele mas antes grata pela mudança para melhor da sua própria condição social. Krisztina não poderá ser vista como uma convencional "alpinista social", já que manteve os seus hábitos de mulher simples, gostando e destacando as coisas mais simples da vida. Como estava grata ao seu marido ele própria congeminou um hábito que iniciaria aquando da sua/deles Lua-de-Mel. Ela combinou com o seu esposo general (e uma vez que se sentia um pouco em falta) escrever toda a sua vida assim como todos os seus pensamentos num Diário de capa de seda amarela. O Diário seria colocado num local do conhecimento dos dois e ficava desde já combinado que o general teria toda a liberdade de o ler quando desejasse ou tivesse dúvidas.
Passou-de depois algum tempo. Mas certo dia quando o general fora à caça com o amigo Konrad aconteceu algo que mudaria para sempre o curso das suas vidas: o general estava num local mais à frente do que o Konrad e observava um veado que estava estático mesmo na mira da sua arma. Konrad estava consequentemente atrás do amigo. O general não se virou para trás, contudo teve a percepção exacta de que o seu amigo de há já tantos anos lhe apontava a arma. O general pensa assim que vai morrer mas nem por um momento se mexe ou olha para trás. Konrad contudo não conclui o acto pelo que passados breves instantes baixa a arma. Durante muitos anos eles não vão falar sobre aquele acontecimento.
À noite o general janta com a esposa e o amigo Konrad como era muitas vezes habitual e no dia seguinte Konrad desaparece da vida dos dois. O general vai procurar o amigo à casa deste. Vai lá pela primeira vez na sua vida pois Konrad jamais o havia convidado a ir ali. O general pensava que o amigo nunca o havia convidado a ir a sua casa pois a mesma seria muito modesta, contudo o general dá de caras com uma residência ricamente decorada. Depois e inexplicavelmente surge ali Krisztina mas esta parece não estranhar nem temer muito pela presença do marido ali, pois a única palavra que diz (sem se dirigir a ninguém) é: "Cobarde!" e vai-se embora.
O general vai para casa e espera pela esposa durante um dia inteiro esta porém não aparece. Depois desse dia o general vai viver para a sua casa de caça que distava cerca de 20 Km da sua mansão. Pensa que se Krisztina quiser ficar com ele só terá que aparecer mas ela jamais o fará. Krisztina morre passados oito anos.
À altura do encontro final entre os dois amigos, haviam-se passado 41 anos sobre a data daqueles acontecimentos que determinaram toda uma mudança radical da vida dos dois. Agora Konrad aparece finalmente na casa do seu amigo convidado por este pois quer ter com ele uma derradeira conversa. E o que é que o general quer saber? Se Krisztina soubera ou fora cúmplice da tentativa de assassinato do dia da caça. A conversa é muito longa, contudo só o general é que fala, e fala através de um palavreado repleto de elegância e de conhecimento. Já se haviam passado muitos anos é certo, contudo ao narrador já nada interessa no que concerne a detalhes de recortes mais sórdidos, que falem de uma qualquer traição entre aquele velho amigo e a sua falecida mulher. Quer somente saber se a mulher (que afinal a meu ver não fora amada nem por um nem pelo outro), havia também congeminado sobre o desaparecimento do marido. Será que a palavra "Cobarde" proferida por ela, aquando do desaparecimento de Konrad não fora dirigida a este devido ao facto de este não ter tido a coragem de matar o general? ou do facto de Konrad não ter tido a coragem de prosseguir com o relacionamento físico com ela. 
O general fora informado pela sua velha ama Nini, que havia estado presente aquando da morte de Krisztina, que havia sido o seu nome a última palavra proferida por aquela. Mas agora e ali o Konrad nada revela... Apesar do jantar se ter prolongado noite fora.
A mim ficaram-me algumas questões sem resposta que durante alguns dias me ocuparam os pensamentos. Será que uma amizade pode ser efectivada na sua plenitude sendo os seus elementos pertencentes a classes sociais distintas? Não haverá ali lugar para aproveitamentos? Não haverá à recusa subliminar de qualquer tipo de aproveitamento, lugar a situações de inferioridade por parte da pessoa que pertence ao estrato social mais frágil? Será que o mais culto não poderá por si só também valorizar a sua situação? Afinal o general nada fizera para pertencer a uma família rica, mas Konrad teve absoluta responsabilidade pelos seus conhecimentos culturais acrescidos, assim como do desenvolvimento das suas capacidades artísticas (se bem que estas são inactas mas têm que ser desenvolvidas)? E a amizade e o seu valor sublime será que se compromete com valores tão mesquinhos como o lugar que a pessoas ocupa na sociedade? (Sim eu sei que sou uma rapariga ingénua...)
Eu acredito piamente que numa verdadeira amizade não se espera nada em troca além de amizade... porém ali ao que parece houve traição. Há aqui todo um manancial de sentimentos contraditórios. O que é que interessa verdadeiramente na vida, será somente o poder económico? Ter ciúmes de quem tem poder económico? Ou não será melhor apreciar efectivamente as coisas simples da vida, renunciando a outros valores que são supostamente vistos como essenciais, patrocinadores de um certo estrato social, contudo desconexos e incapazes de fazer com que um ser humano saiba sentir o verdadeiro valor da solidariedade.
Não estou a falar aqui da traição vivida, pois eu admito a minha se calhar ingenuidade de achar que a mesma a existir é secundária (também a foi para o general que mais que saber sobre a traição de que foi aparentemente alvo) quis saber o porquê da atitude do amigo e do grau de cumplicidade da Krisztina. Mas e como em muitas ocasiões da vida, o general aqui também não teve qualquer resposta.

Com o credo na boca e auto-penitenciando-me até ao infinito atribuo a este livro 4 valores.
4/5.
Boas Leituras...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Confissões.

Este blogue surge numa altura em que toda a gente bloga por cá. Bem bloga ou blogou, pois parece-me que está toda a gente a render-se ao Facebook. Bem mas convenhamos, são realidades diferentes.
Gosto muito de ler. E eu confesso, este exercício de ler e depois falar e escrever sobre os livros lidos já me acompanha há muitos anos. É desde o ano da graça de 1996. Contudo e até ao dia de hoje tenho guardado essas minhas impressões em cadernos, que depois são religiosamente guardados e consultados quando disso há necessidade.
Já li muitos livros que adorei e que são considerados ainda hoje como amigos que eu tive a sorte de conhecer. Também já li muitos livros que não gostei, mas continuei a lê-los até ao fim, não se fosse dar o milagre dos mesmos me começarem a agradar lá mais para a frente. Se calhar eu não tive à altura de os compreender, de os "ouvir". Por consequência estes últimos não me confessaram nada. 
Cada vez estou mais convencida de que é o livro que nos escolhe e surge na nossa vida na melhor altura possível, o livro que nos agrada e que nos faz crescer mais um bocadinho. Mas, se li o livro até ao fim desde 1996, eu escrevi sobre ele e aí posso dizer com propriedade, se escrevi sobre ele, "confesso que o já li..."
É evidente que com este meu exercício, não são espectáveis grandes teorizações, nem grandes golpes de génio, eu ignorante me confesso. Geniais são mesmo os bons livros, através do engenho e da arte dos seus autores. Eu confesso, falarei desses meus amigos da mesma maneira de que falo das coisas que gosto da vida ou seja com paixão. Tenho a infinita sorte de viver rodeada de livros.
Com tudo o que aqui é exposto, resta confessar-me que este não é para mim o meio de alcançar qualquer celebridade, pois tenho a consciência de que não possuo essa distinção. Procurarei somente escrever sobre o que leio e se possível comunicar com toda aquele que goste de ler e que esteja a ler o mesmo que eu. Se não conseguir a atenção de ninguém, paciência... continuarei a entabular uma conversação comigo própria e nesse domínio eu tenho muita pratica. Que grandes conversas tenho tido comigo nesta minha fase de balzaquiana tardia...
Votos de boas leituras que as minhas vão continuar. É o que se espera apesar da crise.
Aqui começarei com: "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai.